Quando não se esteve nem foi
que não com um cérebro fértil,
acertando os parâmetros e as artes
ansioso como um coração,
esperava-se pelo batimento do compasso,
revendo próximo o ideal
conducente à aceitação própria
e derivada de haver definição,
seja ela as consequências necessárias.
Foi preciso lidar com as derrotas
que um cérebro demasiado atento
media, réguas negativas esgotando
a energia dos traços. Geometrias
de ser recalcadas desenharam-se
e foi preciso dar passos atrás
até à caverna do ínfimo,
estática à sombra das forças.
Da caverna se iluminaram
dedos imaginativos,
desenhando nas suas paredes
as memórias de antepassados,
memórias baças e ásperas
e extremamente incompletas,
mas que eram eles mesmos pintando
e ignorando sintaxe,
toda essa esmagadora sintaxe acumulada.
Por fim, inócuo por desvio,
se caminhou para o percurso
de à luz do dia observar,
mas sem cérebro - com o passeio,
como que sob a tutela de um mestre Caeiro,
simplícia libertação.
Belo princípio de um círculo
que afinal traça a lembrança
de ele já ter sido completo,
de já ter sido um sorriso.
E quando o seu largo perímetro
se emancipa suas vertentes
à geometria,
cumpre a órbita a sua rota,
menos anos-luz para a meta,
a felicidade em mim.
Já não sofrerei o que já sofri,
auto-imune.
Entanto, sofro agora
uma outra forma de passar,
perdidas que estão as quimeras
junto com a dôr.
Cansam à alma, veterana aleijada na guerra,
os prefácios do livro de ser,
revivê-los, ainda
em semelhante circunstância, afinal.
É caimbrã na caminhada
reconhecer a lógica do mundo,
diatónica e bipolar,
no espaço como no tempo,
e principalmente nessa mesma métrica
que relembra as minhas mesmas cedências,
por disparidade,
e agora até de fôlego
por desabituação.
É difícil não findar reverenciando,
parcialmente, a mecânica do costume,
quando eles mais se acercam e exigem,
sem saber que o fazem - mesmo até sem o fazer,
antagonismo que se verifica.
É preciso aceitar o etéreo ranking
em que o alheio, mentalidades, vê amíude
os pequenos gestos e suas razões pequenas,
e até as pessoas que os tentam,
extrapolando visceralmente a sua dimensão própria.
É preciso aceitá-lo, e não percebê-lo.
Renunciar à noção do mesmo,
mas não sem antes admiti-la.
No âmbito das presenças
sempre que se quer, é o retorno.
Mas é preciso marcá-lo primeiro
com os joelhos erguidos da lama
invisível de quedar passivo,
aos critérios excessivamente estruturados
da estimativa social excessiva
do que se é e se pode,
para se poder pensar ser,
para poder agir ser.
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
domingo, maio 13, 2007
A temporada decorre, e nós com ela.
Tempo fluvial que nos arrasta montanha abaixo...
pela semana determinada,
a determinação é mera cúmplice do que é
e do que deve,
caminhos de cabras calcorreando-os
balindo alguma natureza por esquinas formais,
rocha, pedra pontualmente de apoio,
o meu blog hoje um outro exemplo disso
enquanto a mera síntese disso,
parando eu para pentear o desmazelo
que é esquecer-me com as mãos
enquanto fogem as palavras,
que não vocábulos,
verdade e só,
pelos transbordos ligeiros das margens
que se humedecem assim,
assistindo mormente.
Assim imagino o que flui
pelo insípido passado - passante -
que afinal está mais seco que molhado,
vestígio enlameado onde o rio prossegui.
Pouco é o meu leito, mesmo quando chove.
Quais mãos de bebé, carícia que se perde.
Salpicos na terra já antiga,
orgânica indiferente.
Ó, triste química, mundo,
gente a trovoar em meu peito
o seu mesmo exterior
e enxofre.
(Irrespirável.)
Vos lamento com todos os olhos,
desentendimento
no lapso planeado e cumprido de fazer
só porque é um acto o andar -
só porque é um trilho.
Discórdia íntima
- ó triste totalidade, genérico -
de ser convosco, ao vosso lado,
e ceder,
ceder-me, desejo simples e aberto,
ao resguardo cerrado da auto-estima -
eu endereçado o fútil zero -
inviável, e o resguardo ainda
de me perder pelas horas
deterioradas
que me envolvem como um lençol indesejado
apertando-me calor a torno
e fazendo-me sentir o meu suor
à sufocante medida que mergulho nele,
asfixiante resposta qualquer,
etiqueta e momento.
Ó, é o retorno,
a pequena ilusão, mil em uma,
a pausa de ao experimentar
- ritmo, réplica,
cumulativamente exaurindo -
me não poder experimentar,
me não conseguir...
E ei-lo, o desfecho trágico
com a subtileza do que é secundário
na vida, justamente.
Previsível, dir-se-ia... Pois,
que entretanto sou eu.
Tempo fluvial que nos arrasta montanha abaixo...
pela semana determinada,
a determinação é mera cúmplice do que é
e do que deve,
caminhos de cabras calcorreando-os
balindo alguma natureza por esquinas formais,
rocha, pedra pontualmente de apoio,
o meu blog hoje um outro exemplo disso
enquanto a mera síntese disso,
parando eu para pentear o desmazelo
que é esquecer-me com as mãos
enquanto fogem as palavras,
que não vocábulos,
verdade e só,
pelos transbordos ligeiros das margens
que se humedecem assim,
assistindo mormente.
Assim imagino o que flui
pelo insípido passado - passante -
que afinal está mais seco que molhado,
vestígio enlameado onde o rio prossegui.
Pouco é o meu leito, mesmo quando chove.
Quais mãos de bebé, carícia que se perde.
Salpicos na terra já antiga,
orgânica indiferente.
Ó, triste química, mundo,
gente a trovoar em meu peito
o seu mesmo exterior
e enxofre.
(Irrespirável.)
Vos lamento com todos os olhos,
desentendimento
no lapso planeado e cumprido de fazer
só porque é um acto o andar -
só porque é um trilho.
Discórdia íntima
- ó triste totalidade, genérico -
de ser convosco, ao vosso lado,
e ceder,
ceder-me, desejo simples e aberto,
ao resguardo cerrado da auto-estima -
eu endereçado o fútil zero -
inviável, e o resguardo ainda
de me perder pelas horas
deterioradas
que me envolvem como um lençol indesejado
apertando-me calor a torno
e fazendo-me sentir o meu suor
à sufocante medida que mergulho nele,
asfixiante resposta qualquer,
etiqueta e momento.
Ó, é o retorno,
a pequena ilusão, mil em uma,
a pausa de ao experimentar
- ritmo, réplica,
cumulativamente exaurindo -
me não poder experimentar,
me não conseguir...
E ei-lo, o desfecho trágico
com a subtileza do que é secundário
na vida, justamente.
Previsível, dir-se-ia... Pois,
que entretanto sou eu.
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